As
quatro loucuras da Sociedade
Instituir
que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
Você
tem que estar feliz todos os dias.
Você
tem que comprar tudo o que puder. O resultado é o consumismo absurdo.
Por
fim, a quarta loucura: Você tem que fazer as coisas do jeito certo.
As
metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade
não é meta, mas um estado de espirito. Tem gente que diz que não será feliz se
não casar, enquanto outros se dizem infelizes, justamente por causa do
casamento.
Você
pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com os amigos
verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema.
Quando eu era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes
terminais e todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei
conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e
diz: Doutor não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu
quero aproveitá-la e ser feliz.
Eu
sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade
é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não
ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter esperado muito
tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
Deus
nos criou para vivermos a vida em toda a sua plenitude, para sermos felizes,
sermos livres... não se deixe escravo da ganância, do egoísmo, da amargura, do
ressentimento, da falta de tempo. Tenha tempo para Deus, para sua família, para
você mesmo! Seja livre para amar, para perdoar, para sonhar, para viver!
Não
espere a hora da sua morte para lembrar-se de que é preciso aproveitar a vida e
ser feliz!
Excelente
entrevista na ISTOÉ, com o médico psiquiatra Roberto Shinyashiki.
Foto: Maria Luzia