26 de junho de 2017
19 de junho de 2017
Merece uma Reflexão de todos nós...
“Você sabia que...?
Seu NASCIMENTO foi através de Outros;
Seus primeiros BANHOS foram dados por Outros;
Seu NOME foi dado por Outros;
Seus primeiros PASSOS foram ensinados por Outros;
Você foi EDUCADO por Outros;
Se você quer se divertir, ou faz uma viagem, vai a um show, cinema,
teatro, restaurante, estádio, são os Outros que te servirão;
Quando você adoece é cuidado por Outros;
O respeito a si é dado por Outros;
Seu último BANHO será dado por Outros;
O seu FUNERAL será realizado por Outros;
E os PERTENCES e PROPRIEDADES serão herdados por Outros.
Então, questiono-me por que motivo alguns de nós deixamos o nosso ego,
nosso tempo, nossa carreira, nosso dinheiro e nossas crenças nos levarem a
menosprezar o valor dos outros na nossa vida, sendo que, na verdade, os nossos
feitos envolvem tanto os Outros.
Nesta vida precisamos uns dos Outros em todo o tempo.
Cada um de nós é o Outro do Outro.
Vamos cuidar uns dos Outros, em tudo. Eu e você precisamos UM DO OUTRO.”
Imagem do Google
2 de junho de 2017
Vem ver o dia crescer entre o chão e o céu.
O aroma dos verdes campos irem sendo orvalho na alta lua.
Os bois deitados olham a frente e o longe, atentamente, aprendendo alma
futura nas harmonias distribuídas.
O mesmo sol das terras antigas, lavra nas pedras estrelas claras.
Nem as nuvens se movem. Nem os rios se queixam.
Estão deitados, mirando-se, dos seus opostos lugares e amando-se em
silêncio, como esposos separados.
Neste descanso imenso, quem te dirá que viveste em tumulto e houve um
suspiro em teu lábio, ou vaga lágrima em teus dedos.
Morreram as ruas desertas e os ávidos habitantes, ficaram soterrados
pelas paixões que os consumiam.
A brisa que passa vem pura isenta, sem lembranças.
Tece carícia e música nos finos fios do arrozal.
Em tua mão quieta, pousarão borboletas silenciosas.
Em teu cabelo flutuarão coroas tremulas de sombra e sol.
Tão longe, tão mortos, jazem os desesperos humanos.
E os corações perversos não merecem o convívio sereno das plantas, mas
teus pés andaram por aqui entre flores azuis, e o perfume te envolverá como um
largo céu.
O crepúsculo que cobre a memória, o rosto, as árvores, inclinará teu
corpo, docemente, em sua alfombra.
Acima do lodo dos pântanos, verás desabrochar o voo branco das garças.
E, acima do teu sono, o voo sem tempo das estrelas.
Cecília Meireles.
Foto: Maria Luzia
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