A árvore
Observe a árvore. Ela
se mantém firme e forte. Suporta os ventos, as chuvas, os verões e os invernos.
Mantém-se verdadeira e pura em sua Natureza, sempre centrada em si mesma. Sua
realidade é a própria experiência de ser uma árvore. E o faz com todo gosto.
Ela tem sua
consciência, tem seu corpo e tem sua inteligência. Por saber ser aquilo que é. A
felicidade, paz já são parte de sua essência. Basta a si mesma e mais que
isso, serve ao grande ciclo da vida. Todavia apenas quando suas raízes são fortes.
Pois apenas conseguindo
permanecer de pé, sublime e inabalável é que ela pode ser aquilo que realmente
é. E somente tornando-se a própria verdade, vivenciando isso com toda a sua
essência, é que ela pode servir ao todo.
A árvore é individual,
mas coletiva. É a partir dela que toda a floresta se faz total, e sem ela, não
haveria sequer a própria vida. Não que ela se gabe disso, ao contrário, a
árvore é a própria mestria personificada. Silenciosa, plácida, verdadeira e
amorosa. Dá-nos frutos e o ar que respiramos. Isso é doação pura, no qual
deveríamos todos nos inspirar.
Crie então raízes na
vida, pilares sobre os quais fundamenta sua passagem pela matéria. Estes
pilares devem ser subjetivos, intrínsecos, mas poderosos. Amor deve ser
central. Ética, autoconhecimento, desapego, silêncio e observação devem ser os
outros.
Essas são as suas
raízes e irá mantê-lo firme como a árvore. E a única coisa natural que pode
destruí-la é o raio.
Portanto, crie raízes e
fique longe dos raios.
Do Livro Potencialidade Pura - Marcos
Keld
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